[Case Study] Como o Marketing Digital ajudou a StartUp ChildDiary a alavancar os resultados

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Este longo artigo é um case study onde mostro como o Marketing Digital ajudou a empresa ChildDiary a alavancar os seus resultados. O artigo é longo, mas completo e vai-te entregar valor (modéstia à parte). Se não tens 15 minutos para o devorar agora, guarda para ler mais tarde.

Antes de avançar para a estratégia e os resultados gerados, vou dar um breve contexto do que é o ChildDiary, como eu me envolvi no projeto e em como dei e dou a minha contribuição no mesmo.


O que é o ChildDiary

O ChildDiary é uma StartUp sediada em Dublin e fundada por um casal de portugueses da zona de Lisboa: o João de Sousa,  CEO da empresa com background em engenharia informática e a Vanessa Biléu, COO da empresa e formada em educação de infância.

Rapidamente me fascinei pela história deles. E por ser uma história interessante, com uma base empreendedora muito forte “do problema surge a oportunidade”, vou partilhar com vocês:

A Vanessa, educadora de infância, tinha várias “dores” na sua profissão:

    • Ela achava que não era fácil a comunicação escola-família;
    • As avaliações em papel (e a papelada em geral) eram uma grande chatice e consumiam muito tempo;
    • O registo das atividades diárias levavam imenso tempo;
  • Em alguns casos existiam alguns problemas de privacidade.  Quantos colégios e infantários não criam um grupo no Facebook, colocam lá os pais dos alunos todos e partilham fotos dos meninos lá, visível para todos os pais…

O João, engenheiro de informática e com uma veia empreendedora apurada, viu uma oportunidade de ajudar a educação de infância usando tecnologia inteligente. E quão prazeroso pode ser ganhar dinheiro ajudando a resolver os problemas do outros? 

Surge então o ChildDiary em 2016. Quem quiser conhecer a história do João e da Vanessa um pouco melhor, oiçam esta entrevista à Antena 1.

O meu envolvimento no projeto

O meu primeiro contacto com o João e a Vanessa dá-se em finais de 2016, através de grandes amigos que temos em comum. Essa afinidade em comum ajudou bastante para me interessar pelo projeto. Depois de conhecer o projeto e o percurso deles, apertamos as mãos de imediato. No patamar em que a empresa estava, isto é, faziam muito poucas coisas relacionadas com Marketing Digital, eu sabia que ia ser uma “long run”. Estava consciente que não seria simplesmente chegar, montar campanhas de anúncios e “bombar”. Era preciso mais do que isso.

O meu tempo disponível para ajudar no projeto também era (e é) limitado, portanto tínhamos que rentabilizar ao máximo todos os recursos disponíveis e trabalhar em conjunto para pôr a máquina a mexer. Ter a confiança deles à partida ajudou bastante na gestão das expectativas e no trilhar do caminho em conjunto: não vai acontecer um milagre da noite para o dia, isso não existe.

Nessa altura, o ChildDiary era muito diferente do que é hoje. A Irlanda era o país target (hoje é Portugal) e o Marketing Digital estava numa fase muito embrionária: fazia-se algum content marketing mas sem uma estratégia definida nem canais de divulgação; PPC (compra de anúncios) também não se fazia, nem Google AdWords nem Facebook Ads.

Como este é um case study, vou então descrever os passos que demos para hoje ser possível dizer “O ChildDiary é uma startup onde o seu negócio assenta no Inbound Marketing”. Nem todos os passos aqui descritos foram por esta ordem mas ela é a ordem natural das coisas e é assim que deveria ser.

Primeiro passo: a definição da buyer persona

A criação de uma buyer persona é um processo dinâmico, onde tentamos traçar o perfil do consumidor ideal. As características definidas são hipóteses a serem testadas.

Antes de tudo, definir especificamente com quem vamos lidar e conhecer profundamente essa buyer persona. Atribuam nomes, gostos, uma cara, uma identidade. Conheçam exatamente com quem vão lidar. Perguntem várias vezes a vocês mesmos “este perfil identifica-se com o meu consumidor tipo? Esta pessoa compraria o meu produto?”.

Isto vai facilitar imenso na hora de decidir:

    • A proposta de valor e as dores a explorar;
    • As estratégias de anúncios;
    • A estratégia de conteúdo;
    • As segmentações e interesses a explorar;
    • A comunicação dos anúncios;
  • Onde é que as pessoas estão e em que plataformas investir.

Não querendo dar o exemplo específico do caso do ChildDiary, vou dar um exemplo fictício de uma persona para um software de Marketing:

“O Luís tem 35 anos e é Diretor de Marketing de uma PME. O Luís é licenciado em Gestão e procura melhorar os seus conhecimentos em Marketing Digital. Com regularidade instala novos programas e é receptivo a conselhos dos seus peers. Gosta de frequentar eventos sobre Marketing e a sua rede de eleição é o LinkedIn”.

Com esta informação, podemos então começar a delinear um público-alvo (atenção, diferente de buyer persona!). Que seria por exemplo:

  • Homens dos 27 aos 40 anos com interesse em Marketing Digital e com cargo de gestão.

Pensando no Luís, conseguimos também idealizar a nossa estratégia “a que tipo de anúncio o Luís estará mais receptivo? Uso linguagem formal ou informal? E em que plataformas devo anunciar para encontrar o Luís? Quais os filtros que uso nas segmentações?”

Segundo passo: a comunicação , definição da linha editorial

Conhecida a persona, é hora de definir como vamos comunicar a marca e de que forma a queremos posicionar. Isto vai ser tão útil para anúncios, como para artigos de blog ou para títulos e páginas dentro do site.

É importante aqui serem definidos:

    • Quais os CTAs (as chamadas para ação) que vamos utilizar nos diversos canais;
    • Quais os headlines que vamos usar;
  • Que tipo de abordagens vamos ter do produto (se vamos explorar as vantagens do produto, as características do produto e/ou as dores que o produto resolve).

A revolução digital na empresa

Nos primeiros tempos do ChildDiary, o processo no Marketing desenvolvia-se muito em volta das “cold calls”, isto é, chamadas a “frio”. Faziam-se chamadas para infantários e colégios a sondar o interesse em fazer demonstrações do produto sem qualquer compromisso. A taxa de sucesso era, naturalmente, baixa. Na maior parte das vezes, não era o timming certo para quem estava do outro lado. Existia até uma desconfiança do outro lado “mas eu não pedi nada disto, para que preciso disto?”.

Com a entrada do Marketing Digital, o objetivo principal era mudar este paradigma. Era que as educadoras e diretores pedagógicos viessem ter connosco e pedissem mais informações sobre o produto. As chamadas frias viravam chamadas bem quentes, com pessoas do lado de lá da linha mais informadas sobre o produto e as suas vantagens. Tudo isto iria seguramente ajudar na jornada do cliente.

O objetivo do Marketing Digital definido era a recolha de leads qualificadas, isto é, contatos de pessoas que correspondem exatamente ao nosso cliente tipo. É um trabalho de lead generation.

Surgiu então a grande pergunta, a pergunta do million dollar:

Mas como é que eu atraio leads qualificadas e as faço se interessar em querer saber mais sobre o meu produto? Estalo os dedos e acontece magia?

Não é mágica. É criação de estratégia.

A criação da estratégia 1.0

Vou-lhe chamar de 1.0 pois ela foi sendo transformada ao longo do tempo, de acordo com as necessidades e com os próprios resultados. O que de resto é perfeitamente natural em projetos de Marketing Digital, dificilmente as nossas crenças inicias são as nossas acções finais.

O que nos podia gerar leads de valor num curto espaço de tempo? Tráfego pago. Decidimos então começar pelo Google AdWords e Facebook Ads.

A implementação da estratégia 1.0

Cedo testamos fazer anúncios no Google AdWords e no Facebook Ads.

No Google AdWords, a estratégia passava por comprar determinadas palavras-chave (as pessoas procuravam, por exemplo, por software para infantário e recebiam o anúncio) mas também campanhas de remarketing em display (isto é, alguém entrava no site e ainda não estava registado, entrava para uma audiência que passaria a receber anúncios durante alguns dias).

No Facebook Ads, a estratégia passava por mostrar os anúncios a uma audiência criada seguindo determinados parâmetros sociodemográficos (tendo em conta o público alvo definido) e cruzados com determinados interesses.

Ambas os canais geravam leads, com um custo de aquisição acima do ideal, mas gerava leads e tínhamos a restante equipa a trabalhar essas leads. Mas sentíamos que a máquina não estava afinada ainda. Mas já lá vamos.

No Google AdWords, a pesquisa era super limitada. Como é um produto de nicho, existe pouca procura pelas principais palavras-chave. Uma lead ou outra ia caindo, naturalmente.

Abrir o range das keywords para algumas palavras mais amplas estava fora de questão, tanto porque não ia ajudar a melhorar o nosso CPA (o custo de aquisição das leads) como o próprio orçamento mensal não permitia tal risco. Meter mais dinheiro nessas keywords era sacrificar dinheiro noutro canal ou estratégia que tivesse uma probabilidade de retorno maior.

Nas campanhas de Remarketing no Google AdWords, as leads que caíam eram essencialmente de pessoas que viram o anúncio no Facebook (que era a maior fonte de tráfego de new users). Estas pessoas viam o anúncio no Facebook, interessavam-se, visitavam a página e passavam a receber anúncios na rede de display do Google.

No Facebook Ads, a mensagem era muito comercial. Era uma primeira impressão demasiado comercial, focada nas vantagens do produto, que iam atraindo algumas leads, mas não no volume que desejávamos.

O tráfego do Facebook Ads também era algo limitado, o que acabava por prejudicar as campanhas de Remarketing do Google AdWords (as audiências era muito curtas).

E era limitado porquê?

Bem, como vocês sabem, o Facebook Ads funciona muito em volta das métricas de engagement (likes, reações, shares, comentários) e posteriormente é-nos atribuído um Relevance Score aos anúncios. A conta é simples: quanto maior for o engagement com o teu anúncio, maior a tua relevância. Quanto mais relevante fores, menos pagas.

O Facebook dá-te um grande like enquanto bom anunciante que és e sente que estás a mostrar conteúdo altamente relevante para aquela audiência, estás a proporcionar uma boa experiência aos utilizadores da rede deles e, por isso, permite-te pagar menos por cada click e alavancar o teu alcance. Não há rocket science aqui, a coisa funciona assim.

O importante é ter um público bem definido e mostrar-lhe conteúdo relevante.

Voltando ao porquê de ser limitado, não é de esperar que um anúncio com um foque muito comercial nas vantagens do produto gere imensas reações por parte dos utilizadores, principalmente num produto de B2B. Nem mesmo com um super target bem definido é de esperar um alto engagement que nos vá reduzir imenso o CPC link (o custo por cada utilizador que vê o anúncio e clica no link para ir para o site).

Se esse custo não é extraordinariamente baixo e se o teu orçamento também é reduzido (vida de startup), não podes esperar que “chovam” muitas pessoas nas tuas landing pages e te “alimentem” as listas de Remarketing. Portanto, aí está a resposta do porquê do tráfego ser limitado tanto em Remarketing como do próprio Facebook Ads direto.

Conhecer estas limitações do mercado alvo, fez-nos identificar que existia um enorme gargalo no tráfego. Era urgente levar mais utilizadores relevantes a ver as nossas landing pages. Não podendo esticar mais no budget, era urgente baixar o CPC das campanhas de Facebook Ads!

Efetivamente, estavam a ser geradas leads, a empresa estava-se a movimentar em volta do Digital e a angariar novos clientes via Digital. Já só se trabalhava através do Digital.

Com o passar do tempo, estas estratégias mais diretas de promoção vão-se esgotando: o público alvo é bastante restrito e como tal as pessoas cansam-se de ver a mesma mensagem comercial. Muitas delas “já ouviram falar do ChildDiary” mas não sabem o que é.

Aquele anúncio não foi suficiente para atrair a atenção massiva de utilizadores dentro do nosso target, não foi possível despertar um desejo e uma necessidade em utilizar o produto. Ao fim de 2 ou 3 impressões para o mesmo utilizador, o anúncio começa a tornar-se cego para ele. É um scroll imediato, ele já nem lê, nem quer saber! Podemos mudar o anúncio (o texto e imagem), mas o efeito é normalmente de curta duração e tende a ser rapidamente “cego”.

Para um target tão curto, um produto B2B de nicho, ou realmente somos muito criativos com estas mensagens comerciais e temos recursos para constantemente implementar novos anúncios e ir dando um refresh à mensagem, ou então os nossos anúncios passam despercebidos.  

Então como é que conseguimos ser top of the mind e ser uma referência entre o nosso público alvo?

Como é que conseguimos estar constantemente a “namorar” a nossa audiência de uma forma relevante para eles, na esperança que se interessem pelo nosso produto?

Como é que eu atraio mais utilizadores dentro do meu público alvo e baixo o CPC das minhas campanhas?

Como é que alimento as campanhas de remarketing com audiências relevantes e maiores?

Muita pergunta, é verdade. Sentiste a minha dor?

Provavelmente é uma dor que tu também partilhas.

Colocamos em marcha a criação da estratégia 2.0, aquela que nós internamente chamamos de “o nosso RoadMap”.

Recorremos à utilização de uma âncora que é das mais fortes que existe no Marketing Digital. Aquela âncora que, se for bem lançada, isto é, se entregar valor e despertar desejo, faz uma nutrição da lead e a deixa prontinha a virar cliente. E mais, faz os clientes recomendarem-nos a outros potenciais clientes. Aquela âncora que eu próprio utilizo enquanto profissional de Marketing Digital para divulgar o meu trabalho.

Este artigo é uma dessas âncoras. A âncora chama-se content marketing.

A estratégia 2.0 com o Content Marketing

Como vinha a dizer, o que já fazíamos até então já era espetacular!

A empresa já tinha feito a transição do offline para o 100% online. As campanhas de Google AdWords e Facebook já estavam a rolar e a gerar leads. Para muitos, isto já teria sido um grande sucesso.

E era.

Mas era preciso mais e mais.

Uma startup vive de aprendizagem rápida e de crescimento sustentável. Era preciso uma âncora para alavancar os resultados, duplicar ou triplicar aquilo que tinhamos até então.

E é aí que entra o Content Marketing.

Agora é a parte que alguns vão dizer:

”Então tu que trabalhas essencialmente com anúncios, estás me a dizer que a produção de conteúdo é que é fixe e que gera resultados?”

Quem trabalha o Marketing Digital, precisa ter uma visão 360. Não digo que tenha que ser um especialista em todos os campos (isso é humanamente impossível), não, mas tem que ter um entendimento forte sobre o negócio e sobre as diferentes áreas do Marketing Digital e como elas se complementam. E depois sim, ser um ninja especialista na sua área.

É este complemento que o content marketing entrega aos anúncios. Cada vez mais, enquanto gestor de tráfego pago, sou apologista da criação de conteúdo para a criação de audiências que me vão alavancar os resultados do tráfego pago.

Porque é que o conteúdo é essencial numa estratégia de Marketing Digital completa?

    • O conteúdo garante-te atividade e novidade no site. Vale a pena ir visitando, um site estático não tem um motivo forte para ser visitado com regularidade;
    • O conteúdo garante-te conteúdo (escrevo conteúdo pouco redundante) para o canal de E-mail Marketing. Permite-te que sejas ativo nesse canal e ajuda-te a “puxar” mais tráfego para o site.
    • Garante-te visitas orgânicas, se aliado a um bom uso de SEO;
    • Garante-te a criação de uma comunidade em volta do tema que abordas;
    • Garante que tens sempre novos posts para as redes sociais;
    • Garante que tens mais material para anunciar no Facebook Ads;
    • Promover um artigo no Facebook tem muito mais engagement e interação do que o anúncio comercial. Portanto garante-te um CPC link muito mais baixo;
    • No seguimento, garantes que a tua marca se mantém viva, as pessoas comentam, discutem, partilham com os seus pares.
    • Por consequência garante-te mais pessoas no teu site e maiores audiências nas tuas listas de Remarketing do tráfego pago.
    • E por consequência, as tuas campanhas de Remarketing (tanto do Google AdWords como do Facebook Ads) começam a gerar mais leads, pois chegam a mais e mais pessoas.
    • Se fores muito bom na temática, garante-te seres top of the mind na tua área de expertise. As pessoas quando quiserem consumir conteúdo sobre o teu tema, é ao teu site que vão.
  • E por aí fora…

Viram que aqui percorrendo ponto a ponto criei um ciclo vicioso bastante interessante?

Promover conteúdo no Facebook gera um CPC mais baixo, logo para o mesmo orçamento conseguimos colocar mais pessoas no site. Mais pessoas no site, maiores as audiências de remarketing, mais leads, CPA mais baixo…

Repeat, repeat, repeat.

Percebem agora porque é importante um profissional de Marketing Digital ter uma visão 360 do negócio e utilizar todas as estratégias e canais ao seu alcance para melhorar os resultados do seu canal de especialização?

No meu caso, as campanhas de tráfego pago entraram num ciclo de geração de resultados brutal a partir do momento em que o conteúdo começou a gerar uma maior audiência.

Além de toda esta grande vantagem do aumento do volume, dá-se outro fenómeno com o conteúdo: a nutrição das leads. Há uma diferença muito grande entre a lead que submeteu um formulário mas não sabe bem quem tu és e o que tens para oferecer e a lead que te acompanha nas redes sociais, lê os teus posts, vê os comentários das outras pessoas satisfeitas, que recebe inputs que lhe despertam um desejo e necessidade para o teu produto.

Essa lead vem prontinha. Essa lead, ama-te. Essa lead, submete o teu formulário e quer que tu lhe ligues. Ela quer que tu lhe ligues para te comprar o que estás a vender! Não é fantástico?

Esses conteúdos geram grande interação com os utilizadores, como podes ver no print abaixo:

E a partir do momento em que entram no site e se envolvem com o teu conteúdo, começam a receber anúncios mais comerciais com o intuito de “fechar negócio” que têm bastante engagement, como te mostro abaixo:

Até parece mentira 232 pessoas gostarem e 51 terem partilhado a nossa publicidade, não? Sendo que estas pessoas são de um público muito específico.

Atenção, esta estratégia de content marketing tem que ser bem pensada:

    • O conteúdo tem que ser de excelência e entregar valor;
  • Deves ter um calendário editorial e publicar com regularidade. Não vais querer publicar um artigo por mês apenas!

Se quiseres ser mais específico na tua estratégia com o content marketing, podes até criar várias micro conversões que vão sendo otimizadas e te ajudarão a melhorar o resultado final.

– Espera, quê? Que disseste? Repete lá isso mas explica o que quiseste dizer se faz favor.

Ok, desculpa.

Queria eu dizer para “puxares” a fita atrás e pensares nos teu objetivo final.

Depois ires criando pequenos passos que, quando maximizados, te ajudarão a atingir esse objetivo final.

Vou dar aqui o exemplo do ChildDiary. O objetivo final são leads, certo? O conteúdo vai atrair mais pessoas a ler os artigos do blog, vai ajudar nas campanhas de remarketing e tudo mais, mas pode não ser um grande gerador de leads diretas, certo? É aí que podes otimizar a jornada do utilizador.

E se ao longo do artigo fores colocando alguns CTAs (chamadas para a ação) que te ajudarão a encurtar a jornada do utilizador e fazer com que ele chegue mais rapidamente ao formulário de contato?

No ChildDiary, fazemos isso mesmo. No conteúdo, temos como um dos objetivos atrair para o fomulário de contato, pessoas que estão a ler artigos.

Exemplo 1:

Exemplo 2:

Sabemos que nem toda a gente vai clicar nestes CTAs, mas podemos procurar otimizar o flow para que a taxa de clique seja cada vez maior.

Juntando a isto, vamos criando hipóteses, novos apêlos.

Para tal, o que fizemos foi criar as tais “micro conversões”.

Por conversão, nós entendemos uma lead: alguém que chegou ao formulário de contato, preencheu e enviou. Por micro conversão, um passo que nos ajuda a chegar à conversão.

No caso do conteúdo, a nossa micro conversão é o click num destes CTAs, num destes apelos. Se um utilizador lê o conteúdo e se interessa em querer saber mais, clicando no CTA para ir para o formulário de contato, ali já há uma vitória para o conteúdo! O seu papel está feito.

Agora resta à página do formulário de contato ter o seu papel de intervenção e que a sua taxa de conversão seja boa para essa pessoa terminar virando lead.

Configuramos uma série de eventos e rastreamos via Google Analytics a “taxa de micro conversões” de cada artigo.

(não sejas curioso, não te vou dizer qual é 😀 )

Isto permite-nos identificar que tipo de artigos apelam mais ao click no CTA e permite-nos otimizar a nossa estratégia de conteúdo, orientada aos temas que geram mais clientes.

Criação de KPIs por canal e ações para os cumprir

A definição dos KPIs é essencial. É essencial definirmos o que é o sucesso. É essencial definirmos especificamente aquilo que queremos com cada um dos canais, qual a métrica mais importante desse canal e o que vamos fazer para a atingir. Podes ter a melhor estratégia mas sem KPIs e ações definidas, facilmente te podes perder.

Mais ainda: é essencial que tenhas reports para acompanhares a evolução desses KPIs e reuniões periódicas para avaliação dos mesmos! Pergunta-te: “Em que patamar estamos? Estamos a cumprir com os objetivos a que nos propusemos?” Isto é essencial ter como base para uma estratégia implementada com sucesso.

O que fizemos no ChildDiary foi definir KPIs por canal, e temos vários: blog, newsletter, Facebook orgânico/pago, linkedin, Google AdWords search/display, tráfego orgânico. Estes canais, ainda os partimos em dois: awareness e conversion. Isto é, entendemos que um mesmo canal pode ter dois propósitos diferentes e termos estratégias diferentes para cada um desses propósitos.

Por exemplo, no E-mail Marketing eu posso enviar um e-mail com um objetivo de awareness, enviando os top artigos do mês, e aí o meu KPI principal será “visitas ao blog” enquanto que posso também enviar um e-mail comercial (entra no propósito do conversion) para um registo no meu curso onde o meu KPI principal serão leads.

Um mesmo canal pode servir para consciencializar ou para fechar clientes, e planearmos ações específicas para cada um desses propósitos, onde necessariamente as métricas que validarão se fomos bem sucedidos ou não (KPIs) são diferentes.  

É importante olhar para cada canal e definir o KPI desses mesmos canais, algo mensurável e super específico.

Definir KPIs e ações por canal vai vos ajudar a otimizar os mesmos.

Temos reports próprios e uma vez por semana avaliamos em que patamar estamos, as acções que estamos a tomar e se for o caso de urgência ajustamos as acções para cumprir com o KPI planeado.

Não querendo dar exemplos concretos do ChildDiary, vou dar um exemplo genérico de KPIs e ações para perceberem a ideia:

Canal Blog , KPI 50.000 visitas.

Ações: promover os artigos em grupos do facebook, promover em facebook ads, enviar artigos pela newsletter. Na hora de rever o KPI, devemos fazer as seguintes perguntas: estamos a atingir a meta proposta? O que está a funcionar melhor (e como podemos escalar essas ações)?  O que podemos fazer mais (caso estejamos aquém)?

Há mais ainda…

O que aqui fui relatando não é tudo. Há mais, mas o artigo já vai longo…

Há ainda uma estratégia de E-Mail Marketing, uma estratégia de Social Midia, uma estratégia comercial, uma estratégia de criação de parcerias, etc… Fica para uma próxima 🙂

Em termos de resultados, não irei divulgar nada em muito concreto. Mas posso dizer que fizemos o que eu achava impossível: para um orçamento de 3 dígitos em anúncios, recolhemos mais de 170 leads no mês de Janeiro. São leads qualificadas e deste público alvo (educadores de infância e diretores pedagógicos). Quem trabalha com lead generation para B2B, sabe bem da dificuldade de recolher leads qualificadas em grande volume e a um baixo preço!

Ficaste interessado pelo projeto? Queres ajudar a equipa ChildDiary com as tuas capacidades? Envia-me uma mensagem. Vamos falar 😉

Aproveito para quebrar O mito.

Para terminar o artigo, vou quebrar um mito que existe entre os profissionais de Marketing Digital e que muita gente tenta vender.

Eu já me acreditei nele, até constantemente ter resultados diferentes que me provavam o contrário. O mito é o boost post. Já li que “sempre que fazes um boost post, diretamente no post sem recorrer ao Power Editor do Facebook, morre um panda”.

O boost post do Facebook não mata pandas!!

Vocês é que podem matar os vossos orçamentos se não testarem diferentes abordagens e colocarem diferentes hipóteses nas vossas campanhas de Marketing Digital! 😛

Como um especialista em anúncios, ficaria bem dizer “vocês devem sempre criar os vossos anúncios no Power Editor. Todo e qualquer anúncio pago deve passar pelo Power Editor pois será mais profissional e garantem o melhor resultado, blá blá whiskas saquetas….”.

Amigos, não. Esqueçam lá isso. Quem me conhece sabe que não sou de lenga lenga, sou de resultados.

Se vocês vão promover conteúdo e se tencionam partilhar esse conteúdo nas vossas páginas, não tenham medo de utilizar o boost post. Ele pode gerar melhores resultados que a mesma campanha desenvolvida no Power Editor e publicada como dark post

Criem uma audiência (um público alvo) e façam boost post para esse público. Em mais de 90% dos testes que fiz entre boost post vs Power Editor na promoção de conteúdo, o boost post foi um verdadeiro winner. Não foi um winner de um a zero, na maioria dos casos foi um winner de goleada.

Recentemente li num grupo pessoas a concordar com este tipo de abordagem que lhe geravam mais resultados. Fiquei aliviado, senti-me menos “menos profissional”.

No final do dia, pouco me interessa os meios ou o esforço aplicado, interessa-me sim o resultado final. Se o resultado final for fraco, não é o facto de “ter trabalhado muito e pensado muito” que me deixa de consciência tranquila.

Notas finais

Se leste até aqui, espero que te tenha sido útil o artigo. Te tenha deixado a pensar sobre algumas estratégias.

Acredito que o ChildDiary tem um verdadeiro caso de sucesso com Marketing Digital, é hoje em dia uma empresa que opera a 100% com o Marketing Digital e os seus resultados comerciais têm vindo a crescer. E pensar que tudo isto que aqui falei se implementou em alguns meses…

É preciso reconhecer que apenas com uma equipa multidisciplinar, talentosa e focada foi possível implementar as diferentes estratégias. É o trabalho de uma equipa e não de uma pessoa que gera o resultado final.

Se este artigo fez sentido para ti, se tens uma empresa e queres dar um “salto” com o Marketing Digital, eu tenho uma excelente novidade para ti: trabalho com uma equipa TOP remotamente, da minha confiança e capaz de coisas maravilhosas no Marketing Digital. Essa equipa pode estar ao teu dispor, ao dispor do teu negócio.

Sim, como eu disse e ficou provado neste artigo, é preciso uma equipa multidisciplinar para os resultados acontecerem. Não há Messias no Marketing Digital, como escrevi num artigo recente, que te vá salvar. Precisas de uma equipa e das boas!

Antes de começares a pensar “ahhh mas uma equipa é caro!!!”, calma. Vamos falar primeiro? (olha este artigo a ser uma âncora para a angariação de novos clientes).

Envia-me uma mensagem e vamos falar sobre Marketing Digital. Não há falsas promessas. É preto no branco.

Um bom trabalho a todos!

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