Miniatura do vídeo: 7 anos a empreender - Entrevista feita pela IA | Sextas Ímpares #147

Contei parte deste percurso nas Sextas Ímpares #147, numa conversa longa sobre sete anos a empreender, com perguntas geradas por IA e respostas o mais diretas possível. Falei de faturação, de margem, de decisões de equipa e do papel que a IA foi ganhando na forma como trabalhamos. Ficam aqui as aprendizagens que continuam a orientar-me.

Olha para a margem quando pensas em crescer

É fácil concentrar a conversa no volume de vendas, porque é um número visível e permite comparações rápidas. Mas o que interessa mesmo é o que sobra depois de pagares tudo o que é preciso para entregar aquilo que vendes, e essa distinção nem sempre é confortável de fazer.

Na emissão, expliquei que houve anos em que demos prioridade ao crescimento e à conquista de mercado. Numa altura tivemos mesmo um ano em que praticamente não retirámos lucro da empresa, porque a energia estava toda em crescer e melhorar processos. Isso não foi um erro; foi uma escolha consciente para essa fase.

Mais tarde, com a entrada da IA na melhoria dos processos internos, conseguimos aumentar a capacidade de trabalho sem fazer crescer a equipa na mesma proporção. Isso teve um efeito direto na margem, porque o mesmo trabalho passou a custar menos em horas e em pessoas. Não é uma regra que se aplique a qualquer negócio online, mas é um exemplo concreto do que pode acontecer quando revês a operação com esse objetivo.

Não basta somar vendas ao final do mês. Acompanha o tempo gasto por projeto, os custos reais das ferramentas que usas e o trabalho que precisa de ser repetido porque não ficou bem feito à primeira. Se uma tarefa consome várias horas todas as semanas, vale a pena perguntar se há ali uma melhoria de processo a fazer antes de correres a vender mais.

Retira o fundador das decisões que não precisam dele

Quando uma empresa é pequena, o fundador acaba por participar em quase tudo, e isso é normal nessa fase. O problema aparece quando essa forma de trabalhar continua a ser a única possível depois de o negócio já ter crescido, e a agenda de uma só pessoa passa a limitar a velocidade de toda a equipa.

Contei que, numa fase do negócio de serviços, cheguei a demorar sete dias a responder a uma lead, porque era eu quem fazia toda a parte comercial e não havia espaço na minha agenda. Isso custou negócio, sem dúvida. Hoje a exigência interna é bem mais alta, mas isso não significa uma promessa de resposta rápida a qualquer pedido que chegue de fora; é uma referência ao que mudou dentro da operação.

Uma equipa comercial precisa de saber quem deve contactar, que informação deve recolher e em que momento faz sentido envolver outra pessoa. Se cada passo depender de autorização do fundador, a velocidade do negócio fica sempre limitada pela disponibilidade dele, por mais boa vontade que haja.

Um exercício simples é olhar para as decisões que se repetem todas as semanas e perguntar quantas delas precisam mesmo de chegar até ti. Explica os critérios à equipa, define claramente as exceções que devem subir até ti e deixa o resto correr. A IA pode ajudar a preparar resumos e organizar informação para essas decisões, mas quem distribui a responsabilidade continua a ser uma escolha de gestão, não uma ferramenta.

Uma parte dessa organização passa por distribuir responsabilidades no acompanhamento comercial.

Para ligar estas decisões à oferta e às campanhas, desenvolvo o trabalho de IA no marketing digital com exemplos das aulas.

Protege a equipa nas relações com os clientes

Também falei sobre a escolha entre manter um cliente desalinhado e proteger alguém da equipa. A minha posição hoje é clara: prefiro perder um cliente do que perder uma pessoa da equipa por deixar que ela continue numa relação de trabalho que a desgasta ou a torna infeliz.

No início da agência engolimos muitos sapos, sabendo que o cliente não estava alinhado com os nossos valores ou que desrespeitava o trabalho da equipa. Isso aconteceu porque, nessa fase, não tínhamos margem para dizer não; perder um cliente podia significar não conseguir pagar salários no mês seguinte. Com o negócio maior e com mais clientes ativos, hoje há espaço para tomar decisões diferentes sem pôr tudo em risco.

Isto exige critérios claros: que comportamentos aceitas, como resolves um desacordo, o que foi realmente contratado. Nem todos os conflitos significam que a relação deve terminar, mas adiar sistematicamente as conversas difíceis também tem um custo, muitas vezes pago pela equipa e não pelo fundador.

Quem está a começar um negócio online sente mais pressão para aceitar qualquer projeto que apareça, e reconheço bem essa pressão porque já lá passei. A diferença é que, com o crescimento, passei a dar mais peso ao tipo de trabalho e de relações que quero manter dentro da empresa, mesmo que isso signifique recusar dinheiro que entraria facilmente.

Dá tempo à aplicação do que aprendes

Vejo com frequência gente que acumula cursos e mentorias mas deixa pouco espaço para aplicar o que aprendeu, porque a próxima ferramenta ou a próxima formação parece sempre mais interessante do que terminar a implementação anterior. Isso não é exclusivo de quem está a começar; já vi isto em profissionais com alguma experiência também.

Na emissão, refleti sobre o meu próprio investimento em eventos, masterminds e mentorias ao longo destes anos, incluindo fases em que gastámos valores elevados nesse tipo de participação. Parte desse investimento trouxe relações e aprendizagens úteis; outra parte serviu mais para vaidade do que para resultado no negócio. O valor de qualquer investimento em aprendizagem depende sempre do que fazes com ele depois, e isso é algo que só se percebe com alguma distância.

Se estás a aprender uma ferramenta de IA para o teu negócio online, escolhe um problema concreto e trabalha nele até conseguires avaliar o resultado com dados completos, não apenas com a sensação de que "correu bem". Regista o que melhorou, o que falhou e o que continua a depender de ti apesar da ferramenta. Essa experiência dá-te critério para escolher a próxima formação ou solução, em vez de entrares na seguinte só porque parece promissora.

Revê o serviço que entregas

Precisas de questionar como a IA pode mudar o trabalho da agência, em vez de assumires que o modelo atual dura para sempre. Faço este exercício com regularidade, para perceber onde continuas a criar valor real e o que ainda falta aprender, evitando repetir um serviço que o mercado já não valoriza da mesma forma.

Partilhar conhecimento publicamente também teve um efeito dentro da equipa. O compromisso de ensinar outros a trabalhar com IA obrigou-nos a estudar mais a fundo e a testar as ferramentas antes de as recomendar, e isso teve impacto direto na qualidade do que entregamos aos clientes.

Hoje procuro ligar esse trabalho de aprendizagem à operação do dia a dia: melhorar processos, responder melhor às leads e encontrar aplicações concretas de IA e automação que façam sentido para o tamanho e para o momento de cada negócio. O crescimento faz mais sentido quando a empresa ganha capacidade real para o acompanhar, em vez de se limitar a somar mais volume sobre uma operação já esticada.

Se queres trabalhar a captação, as vendas e os processos do teu negócio online, conhece os nossos serviços para negócios online e percebe onde vale a pena começar.

Como comparar receita, margem e capacidade usando um exemplo hipotético de serviços

Comparar receita, margem e capacidade obriga a olhar para três números ao mesmo tempo: quanto entra, quanto sobra depois de pagar o que custa entregar, e quantos projetos a equipa consegue tratar sem sobrecarregar ninguém. Sem esta visão conjunta, o crescimento pode esconder problemas.

Imagina uma agência hipotética que fatura 30 mil euros num mês através de dez projetos. Isoladamente, o número parece bom. Mas se cada projeto exige quinze horas de trabalho de uma equipa pequena, e os custos de ferramentas e subcontratação consomem 40% dessa receita, a margem real fica muito mais estreita do que a faturação sugere.

O primeiro passo é separar a receita bruta dos custos diretos de entrega. Nesse exemplo hipotético, isso significa somar horas de trabalho, licenças de software e qualquer trabalho externo pago por projeto. Só depois desse cálculo é que se percebe se vale a pena aceitar mais dois projetos parecidos no mês seguinte.

O segundo passo é olhar para a capacidade disponível. Se a equipa já está a trabalhar perto do limite, aceitar mais volume sem mudar processos tende a baixar a qualidade ou a aumentar o tempo de resposta. Nesse exemplo hipotético, se cada pessoa consegue tratar de forma sustentável três projetos por mês, dez projetos com quatro pessoas já está perto do limite razoável.

Um critério simples para decidir se vale a pena crescer é comparar a margem marginal do próximo projeto com o custo de expandir a equipa. Se aceitar mais um projeto exige contratar alguém, calcula quanto tempo leva até essa nova pessoa ser produtiva e quanto isso pesa na margem dos meses seguintes. Crescer sem esse cálculo costuma criar pressão sobre quem já está na equipa.

Outro ponto a verificar é o tempo gasto em tarefas repetidas. No exemplo hipotético, se três das quinze horas por projeto são gastas a preparar relatórios manuais ou a responder a perguntas semelhantes de clientes, isso é um sinal de que vale mais a pena melhorar o processo do que procurar mais volume. Um processo mais eficiente aumenta a margem sem exigir mais gente.

Também é útil comparar projetos entre si. Se dois dos dez projetos hipotéticos consomem metade do tempo total da equipa e representam apenas 20% da receita, faz sentido perguntar se compensa continuar a aceitar esse tipo de trabalho. Nem toda a receita tem o mesmo valor quando se olha para o tempo e para o desgaste que exige.

Uma forma prática de organizar esta análise é manter um registo simples por projeto: horas gastas, custos diretos, receita e uma nota sobre problemas recorrentes. Não precisa de ser complexo. O objetivo é ter dados suficientes para comparar projetos e decidir onde investir tempo de melhoria antes de procurar mais clientes.

Quando os números mostram margem apertada e capacidade esgotada, a prioridade não deve ser vender mais. Deve ser rever processos, eliminar tarefas repetidas e só depois voltar a pensar em crescimento. Este tipo de disciplina evita que o crescimento em receita se transforme em mais trabalho sem retorno proporcional.

Como retirar decisões repetidas da agenda do fundador sem abandonar a equipa

Começa pelas decisões que se repetem e explica à equipa os critérios que usas. Combina também em que situações deves ser chamado. Assim consegues acompanhar o trabalho sem teres de aprovar cada passo, e a equipa sabe até onde pode avançar por si.

O primeiro passo é olhar para trás e listar as decisões que tomaste nas últimas semanas. Não precisas de um sistema complicado, basta um caderno ou uma folha onde apontas: que pergunta te fizeram, que resposta deste, e se essa resposta poderia ter sido dada por outra pessoa com as informações certas. Depois de duas ou três semanas a fazer isto, começa a aparecer um padrão claro.

Imagina, de forma hipotética, que numa agência de marketing o fundador é sempre consultado antes de aceitar um prazo de entrega mais curto pedido por um cliente. Se isto acontece uma vez por mês, talvez valha a pena resolver caso a caso. Se acontece três vezes por semana, é um sinal de que existe uma regra a definir, não uma decisão a repetir.

A partir do padrão identificado, o passo seguinte é escrever o critério em linguagem simples. Não é preciso um manual extenso: às vezes bastam duas ou três frases que dizem o que pode ser aceite sem consulta, o que precisa de alerta e o que exige mesmo a tua palavra final. No exemplo hipotético acima, o critério podia ser algo como: prazos reduzidos até dois dias podem ser aceites se não houver impacto noutros projetos; reduções maiores precisam de confirmação.

Depois de escrito, o critério tem de ser testado com a equipa, não só explicado. Marca uma conversa curta onde apresentas duas ou três situações reais passadas e perguntas como a equipa teria decidido, seguindo o critério novo. Isto mostra-te se a regra está clara ou se ainda tem zonas cinzentas que vão gerar dúvidas mais tarde.

Um erro comum é definir o critério e nunca mais voltar a ele. Os critérios precisam de revisão, sobretudo nos primeiros meses, porque situações novas vão aparecer que o critério original não previu. Reserva um momento fixo, por exemplo uma vez por mês, para reveres com a equipa o que funcionou e o que teve de subir até ti sem necessidade.

Algumas decisões continuam a precisar de ti: uma mudança importante de preço, um compromisso com um cliente ou uma situação que ninguém tinha previsto. Separa essas decisões das tarefas que se repetem. Vale a pena rever a divisão com a equipa depois de a experimentar no trabalho diário.

Ferramentas de IA podem ajudar nesta fase, sobretudo a resumir pedidos recorrentes ou a sinalizar quando uma situação se aproxima de um padrão já conhecido. Mas a decisão de que critério aplicar e onde traçar a linha continua a ser tua, como gestor, e não algo que deves delegar à ferramenta.

No fim, o teste real é simples: se estiveres três dias sem responder a mensagens, a equipa consegue continuar a tratar dos pedidos comerciais recorrentes sem ficar parada à espera de ti? Se a resposta for sim, tiraste-te das decisões certas. Se for não, ainda há trabalho a fazer antes de pensares em crescer mais.

Como identificar que uma relação com um cliente está a desgastar a equipa

Presta atenção quando a equipa começa a evitar reuniões com um cliente ou relata repetidamente dificuldades naquela conta. Pergunta o que se passa e procura exemplos concretos. Esses sinais justificam uma conversa; por si só, não explicam a causa nem dizem qual deve ser a decisão.

Imagina uma agência com um cliente que muda de prioridades todas as semanas e pede respostas fora do horário acordado. A pessoa responsável começa a atrasar trabalho de outras contas. Antes de concluir o que se passa, revê a carga de trabalho, os pedidos recebidos e os limites que foram combinados com o cliente.

Antes de decidires seja o que for, junta factos concretos. Quantas vezes o âmbito foi alterado sem aviso? Quantas mensagens fora de horário foram enviadas no último mês? Quanto tempo extra a equipa gastou nesta conta comparado com contas semelhantes? Sem estes números, qualquer conversa sobre terminar ou renegociar fica dependente de sensações, e sensações são fáceis de desvalorizar quando há faturação em jogo.

Define critérios antes de agires, não depois

Um critério claro evita decisões tomadas a meio de uma crise, quando a pressão emocional distorce o julgamento. Precisas de saber, com antecedência, que tipo de comportamento é inaceitável e que tipo de atrito é apenas parte normal de trabalhar com pessoas diferentes.

Por exemplo, podes decidir que mudanças de âmbito sem renegociação de prazo ou preço são um limite, enquanto discordâncias sobre criativos ou prioridades fazem parte do processo normal. Esta distinção evita que cada desacordo pareça uma emergência que ameaça a relação toda.

Um critério útil é perguntar: isto está a acontecer com este cliente sozinho, ou é um padrão que se repete com vários? Se for isolado, o problema pode estar na gestão da conta ou na comunicação inicial de expectativas. Se for um padrão, o problema pode estar no tipo de cliente que a empresa está a aceitar, e isso exige rever critérios de entrada, não só de saída.

Como conduzir a conversa sem transformar tudo numa rutura

Antes de decidir terminar a relação, vale a pena tentar uma conversa direta sobre o que está a acontecer, com exemplos concretos e sem acusações genéricas. Numa situação hipotética, isto pode significar mostrar ao cliente os pedidos fora de âmbito registados num período definido e propor um novo enquadramento de trabalho.

Se o cliente reconhece o problema e aceita ajustar expectativas, ganhaste tempo para reavaliar sem custos imediatos. Se a resposta for negar o padrão ou minimizar o impacto na equipa, tens informação valiosa sobre o que esperar no futuro.

Nem toda conversa difícil precisa de terminar em rutura. Mas se a mesma conversa já foi tida antes, mais do que uma vez, sem mudança de comportamento, repetir o aviso só adia o desgaste.

Decide com base no custo real, não no medo de perder faturação

A decisão final deve comparar o custo de manter o cliente com o custo de perder a pessoa que está a absorver esse desgaste. Substituir um cliente é, quase sempre, mais rápido e mais barato do que substituir alguém experiente na equipa que decide saída por esgotamento.

Faz as contas, mesmo que sejam aproximadas. Quanto tempo de recrutamento, formação e adaptação seria necessário para substituir a pessoa que está sob pressão? Compara isso com o tempo que levarias a substituir a receita desse cliente por outro trabalho, ainda que a um ritmo mais lento.

Se decidires terminar a relação, explica a decisão ao cliente e combina como vai ser feita a passagem do trabalho. Mantém a conversa profissional e protege a informação de ambas as partes. A equipa precisa de saber como agir a seguir, sem transformar o desacordo numa discussão pública.

Este tipo de decisão liga-se diretamente ao trabalho de organizar processos e responsabilidades dentro da equipa, um tema que passa por rever a operação com apoio de IA e automação e por estruturar melhor a forma como a empresa aceita e acompanha projetos, dentro do trabalho mais amplo de negócios online e vendas.

Como escolher uma melhoria de processo e acompanhar a sua aplicação durante algumas semanas

Escolhe uma melhoria de processo pelo impacto no tempo ou na qualidade do trabalho, não pela novidade da ferramenta. Depois de escolhida, define um período curto de teste, com metas simples e um ponto de avaliação marcado no calendário, para saberes se vale a pena manter, ajustar ou abandonar.

O primeiro passo é escrever numa lista as tarefas que se repetem todas as semanas e o tempo aproximado que ocupam. Não precisas de um sistema complexo, um documento simples já chega. O objetivo é ver com clareza onde está o desperdício, porque é fácil ter a sensação de estar ocupado sem saber exatamente com o quê.

Imagina, de forma hipotética, que uma pequena equipa gasta cerca de seis horas por semana a preparar resumos de reuniões com clientes. É um número que, isolado, pode parecer pequeno, mas multiplicado por várias semanas representa dias inteiros de trabalho. Se existir uma forma de reduzir essas seis horas para duas, mesmo que a solução exija ajustes no início, o ganho acumulado justifica o investimento de tempo em testar.

Definida a tarefa, o passo seguinte é escolher um critério de sucesso antes de começar. Pode ser tempo poupado, número de erros evitados, ou rapidez na resposta ao cliente. O importante é escolher um critério que consigas medir sem grande esforço, porque se a própria medição for complicada, acabas por abandonar o acompanhamento a meio.

Depois de escolhido o critério, marca duas ou três semanas de teste. É um período curto propositadamente, porque queres saber rapidamente se a mudança resulta antes de a espalhares por toda a equipa. Durante essas semanas, regista o que funcionou, o que exigiu correções e o que continuou a depender de participação manual.

No fim do período, faz uma reunião curta, mesmo que seja só contigo, para rever os números que recolheste. Se o resultado for claramente positivo, decide como formalizar a mudança: documentar o processo, treinar quem vai usá-lo e definir quem fica responsável por o manter atualizado. Se o resultado for pouco claro, vale mais alargar o teste por mais duas semanas do que decidir com pressa.

Há casos em que a melhoria falha por motivos que não têm a ver com a ferramenta escolhida. Pode ser falta de tempo da equipa para aprender a nova forma de trabalhar, ou resistência porque o processo antigo, mesmo lento, era conhecido. Nesses casos, o problema não está na tecnologia, está na forma como a mudança foi introduzida, e vale a pena voltar atrás e explicar melhor o porquê da alteração antes de tentar de novo.

Uma regra simples que ajuda a decidir se vale a pena continuar a testar uma melhoria é comparar o tempo que gastaste a implementá-la com o tempo que já pouparam. Se depois de um mês o saldo continuar negativo, sem sinais de melhoria, é sinal para parar e procurar outra abordagem. Se o saldo for positivo, mesmo que pequeno, normalmente cresce com o tempo, porque a equipa ganha confiança e velocidade a usar a nova forma de trabalhar.

Este tipo de acompanhamento simples, sem grandes sistemas de gestão, é o que permite perceber se uma melhoria de processo, incluindo o uso de IA e automação, está a ajudar de facto a operação ou a criar apenas mais uma camada de trabalho sem retorno claro.